30 de outubro de 2013

A sabedoria dos que morrem


Uma enfermeira australiana revelou o que aqueles que estão vivendo seus últimos dias mais se arrependem na vida que levaram.

Não houve menção de mais sexo ou bungee jump. A enfermeira que tem presenciado pessoas em estado terminal, relata os arrependimentos mais comuns que temos ao final da vida, e no topo da lista, em particular para os homens está ‘Eu desejaria não ter trabalhado tanto’.

Bronnie Ware é uma enfermeira australiana que passou vários anos tratando de pacientes em suas ultimas 12 semanas de vida, ela registrou as experiências em seu blog, que chamou atenção ao ponto de lhe fazer escrever um livro: Antes de partir.

Ware fala sobre a claridade fenomenal de visão que as pessoas ganham no final de suas vidas, e de como podemos aprender com elas. “Quando perguntei sobre algum  arrependimento ou algumas coisa que eles gostariam de ter feito de maneira diferente, alguns temas sempre se repetiam” – disse.

Esses são os cinco maiores arrependimentos presenciados por ela.

1. Eu desejaria ter tido coragem de viver uma vida verdadeira, não a vida que os outros esperavam de mim.

“Este é o arrependimento mais comum de todos. Quando as pessoas percebem que suas vidas está quase acabando e fazem uma retrospectiva, é fácil ver quantos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não alcançaram nem metade de suas aspirações e tiveram que morrer sabendo que isso foi decorrência das escolhas que elas fizeram, ou não fizeram. Saúde mascara a compreensão da vida, até ela ir embora”

2. Eu desejaria não ter trabalhado tanto.

“Esse veio de todo paciente do gênero masculino que cuidei. Eles perderam a infância de seus filhos e a comunhão de suas companheiras. Mulheres também mencionaram esse arrependimento, a maioria de uma geração mais antiga em que eram mães solteiras. Todos os homens lamentaram profundamente ter gasto tanto tempo de suas vidas na carreira profissional.”

3. Eu desejaria ter expressado meus sentimentos.

“Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos de maneira a manter a paz com os outros. Como resultado disso, elas se acomodaram a uma existência medíocre e nunca se tornaram o que eram realmente capazes de se tornar. Muitos desenvolveram doenças relacionadas a amargura e o ressentimento que carregavam como consequencia.”

4. Eu desejaria ter mantido contato com meus amigos.

“Algumas vezes os pacientes não percebem verdadeiramente os reais benefícios dos velhos amigos até que estejam a semanas de morrer, e nem sempre é possível localiza-los. Muitos se tornaram tão concentrados em suas próprias vidas que deixaram amizades preciosas se desfazerem com o passar dos anos. Houveram muitos profundos arrependimentos em não dedicar a amizades o tempo e esforços merecidos. Todos sentem falta de seus amigos quando estão morrendo.”

5. Eu desejaria ter me permitido ser mais feliz.

“Esta é supreendentemente comum. Muitos não compreendem até que estejam morrendo que felicidade é uma escolha. Eles se mantiveram em rotinas e hábitos. A chamada ‘zona de conforto’ sobrepuseram suas emoções e também suas vidas físicas. Medo de mudar os levam a fingir para os outros e para si mesmos que estão contentes, quando na verdade no interior eles desejam alegria novamente.”

 

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